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Novos sistemas construtivos são alternativas para reduzir impacto ambiental de construções civis

Novos sistemas construtivos são alternativas para reduzir impacto ambiental de construções civis

A construção de residências e prédios é considerada uma das principais responsáveis pela geração de entulhos e resíduos no país. Em Curitiba, capital paranaense, por exemplo, cerca de 1.900.579 toneladas de resíduos são gerados pela construção civil todos os anos de acordo com o CREA- PR e para mudar o cenário novos sistemas construtivos estão sendo estudados para combater o problema.

Ccerca de 98% desse material (principalmente entulho e madeira) podem ser reciclados, dentro do próprio canteiro ou em centrais externas especializadas de acordo com especialistas. Porém segundo o Caderno Técnico sobre Resíduos Sólidos publicado pelo Crea-PR a atividade ainda é insipiente, pouco debatida, tanto que um dos principais problemas do segmento é exatamente a falta de dados confiáveis.

De acordo com o vice-presidente da Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais (APEAM), Luiz Guilherme Grein Vieira, que é também responsável pela atualização do Caderno Técnico do Crea-PR, o cálculo do setor é de que o Brasil reaproveita 21% dos resíduos da construção civil. Na Alemanha, por exemplo, o índice chega a 90%. “No Brasil, esse material é muito utilizado para fazer terraplanegem e aterramento de áreas úmidas, como encostas e fundos de vale, para imóveis que têm baixo valor. E boa parte desses aterramentos é feita de forma irregular. Além disso, para levar o resíduo de uma construção para uma usina de reciclagem, você tem um custo. Para levar a um local inadequado e aterrar, não é cobrado nada. Esses são os principais entraves”, avalia.

Para melhorar o cenário e permitir que mais materiais sejam reciclados ou encaminhados ao descarte correto, sistemas construtivos estão sendo pensados e incentivaos. A própria reciclagem é uma maneira de aumentar a eficiência do setor, com redução de custos e impactos ambientais. Além da extração de areia e brita, as Nações Unidas estimam que somente a produção de concreto responda por 8% da emissão dos gases do efeito estufa no planeta. Alternativas como contêineres, chapas de madeira e blocos pré-fabricados já começam a ser vistas como uma oportunidade promissora de negócio.

A startup curitibana Tecverde é um dos exemplo sustentáveis do mercado onde trabalha com chapas pré-fabricadas de madeira reflorestada. Cerca de 70% do processo é concluído dentro da fábrica. A tecnologia reduz custos e o tempo de entrega da obra, e já foi utilizada em projetos como o “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal. “A obra gera 80% menos de CO2 (gás carbônico) em seu processo de produção e 85% menos resíduos, principalmente quando ela é feita de forma industrializada, com planejamento prévio dos materiais, de engenharia e um bom planejamento da cadeia de fornecedores. Ela consome 90% menos água na produção e é eficiente energeticamente e acusticamente. Isso é bem relevante, inclusive para o conforto das famílias de baixa renda”, comenta o CEO da Tecverde, Caio Bonatto.

Atualmente, a empresa entrega até 3 mil unidades em todo o país, mas o potencial de crescimento é grande. “Temos florestas muito bem manejadas, certificadas. Elas poderiam suprir todo o déficit habitacional se fosse o caso, sem ter que plantar uma árvore a mais. Temos matéria-prima abundante no Brasil, somos reconhecidos por isso, e a grande maioria dessas florestas está no Sul e Sudeste. Nossa cadeia de fornecedores está aqui, é superescalável” ressalta Bonatto.


Fonte: Portal Eólica BR

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